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Biofilia – Laboratório Vivo

Biofilia significa amor pela vida. Esse é um sentimento inato do ser humano e cultivá-lo é essencial para nossa saúde física e psíquica, bem como para o bem-estar de todas as formas de vida que coexistem conosco em nossa mãe Terra.

A partir dessa perspectiva, nossa proposta é desenvolver estudos, pesquisas e ações a partir de um laboratório vivo. Esse laboratório compreende a natureza viva e suas redes de relações que permitem que a vida se mantenha e se recrie.

Através das metodologias de observação fenomenológica da natureza e das constelações sistêmicas podemos aprender cada vez mais sobre os princípios que mantem a vida e sua rede de relações.

A partir de tais aprendizados, observamos nossas ações, valores, princípios, bem como das organizações da qual somos parte: família, instituições, grupos, comunidades, etc. Deste modo, podemos aprimorá-las para que sejam instrumentos de cooperação com a vida e não instrumentos de destruição, como muitas vezes tem sido.

É por essa razão que nos dedicamos a promover encontros que ampliem nossa rede de cooperação, nos permita desenvolver um olhar sistêmico sobre a vida e nos reconecte com nossa natureza interna e externa. Isso nos fortalece e nos empodera para sermos parte de uma rede que coopera com a vida e sua diversidade criativa.

Reconecte-se

Consigo próprio e com a natureza curativa ao seu redor

Foto por Lukas Rodriguez em Pexels.com

A vida moderna tem nos distanciado de nosso mundo interno e de parte importante de nosso mundo externo. Nosso mundo externo compreende tudo o que é criado pelo ser humano e tudo que é criado pela natureza. Nosso mundo interno compreende nossa fisiologia, da qual em geral não temos consciência, e nosso pensar. O pensar é a parte da qual podemos ter consciência e é através dele que organizamos nossas experiências em conceitos, reformulamos nossas crenças a partir de novas vivências e relacionamos tudo isso de modo a comporem um todo coerente.

Assim nosso mundo interno e externo estão em constante diálogo, pois um alimenta o outro. Através de nossos sentidos (visão, audição, olfato, tato, paladar) trazemos o mundo externo para dentro de nós. Através de nosso pensar, organizamos todas as nossas experiência e damos significado a elas, de modo que cada vez que olhamos para fora estamos projetando os significados que formulamos dentro.

A questão é que nesse percurso que nos conduziu até os tempos atuais estamos nos afastando da natureza e perdendo toda a riqueza que ela pode oferecer ao nosso mundo interno. O tempo na natureza foi substituído principalmente pela tecnologia e tudo o que ela pode nos oferecer: entretenimento, informação, fonte de renda, etc. Assim, levamos ao nosso mundo interno uma quantidade excessiva de informação que chega quase que exclusivamente por sons e imagens. Perdemos a oportunidade de ter vivências junto à natureza, onde todo o nosso corpo e nossos sentidos são incitados a participar.

Assim, nosso mundo externo se torna pobre em experiências, mas sofre uma overdose de informação. Esse excesso chega a nosso pensar, porém não pode ser organizado como experiência, pois é apenas informação. Informação que invade o nosso pensar e nos impede de ter os próprios pensamentos, pois estamos sempre digerindo o pensamento de outros. Isso gera vários transtornos psíquicos que, com o passar do tempo, manifestam-se em sintomas físicos, podendo tornar-se doenças.

Nós temos alguns exercícios mentais para lhe ajudar a organizar seu mundo interno. Para tal, o primeiro passo é manter-se no presente. Isso vai permitir livrar-se do excesso de pensamentos e a partir disso ter foco e mais autonomia sobre sua própria mente. Com o passar do tempo ela vai sendo capaz de, cada vez mais e por mais tempo, concentrar-se naquilo que de fato importa pra você. Além disso, à medida que você a alimenta com mais vivências na natureza torna-se também uma pessoa mais criativa, de modo que passa a formular os seus próprios pensamentos. Para receber nossos áudios de meditação gratuitamente faça o seu cadastro.